
No último 13 de março a Web completou seus 20 anos de idade.
Ninguém imaginaria na época que ela, esta jovem revolucionária, passaria pelo NextCube (primeiro servidor web da história) se ramificando tanto, ganhando um lugar especial no dia-a-dia da gente. Sim, você concorda que ninguém hoje consegue fazer várias coisas sem a internet, ela veio para ficar. Todos sabem disso não é? Bom, não necessariamente.
Como toda jovem, a internet cresceu. Viu a grande Bolha engolir sem dó nem piedade milhares que se entregaram à especulação, foi mar aberto para o início de reinados quase soberanos das companhias do Vale do Silício, passou de 1.0 para 2.0 (há quem discorde desses termos "marketeiros") e evoluiu de uma "simples" rede mundial de computadores para uma rede mundial sobretudo de pessoas. Reconhecer isto é saber que eles, os computadores, são apenas um símbolo nesta revolução que abraça os dispositivos móveis, tv digital, relógios, geladeiras... A Web está em todos os lugares, conectando aspirações, desejos e sonhos. Exatamente por isso nem todos sabem que ela veio pra ficar.
O investimento em publicidade no www é apenas de 4%, contra os 96% da mídia tradicional, mesmo com o índice crescente de pessoas que ligam o televisor mas não desligam o PC. Nem todos sabem, mas mesmo não sendo um veículo de massa, esta Rede é a arma mais eficaz das próprias massas, é a voz "blogueira" dos que não são ouvidos nos telejornais e mesmo assim consegue formar opiniões. É também o desespero das gravadoras que lançavam sucessos fabricados ano após ano nas rádios vendendo milhões de Cds e hoje estão indo à falência vendo artistas gerados pelas redes sociais se fixarem no mundo da música quase sem nenhum investimento financeiro, dando de graça esse bem tão precioso que é a música.
Por que nem todos sabem? Porque saber disso significa fazer a roda rodar, sair de espectador e controlador para negociante da sua própria influência. Quando você imaginou que grandes empresas teriam que "descer do trono" para falar a mesma língua do cliente e ainda deixar que ele interfira em seu dia-a-dia? Nunca, com certeza, mas hoje todas estudam como abrir seus métodos de negócios para o público, como tornar sua marca "social".
Mas o maremoto não é o mar nem o mar é o maremoto, o Brasil é uma prova disso. Pouco a pouco vemos atitudes que nos motivam a engajar mais gente nesse "manifesto", estimular mais gente a produzir conteúdo, mas antes de tudo, incentivá-las a pensar digitalmente. O reflexo disso será uma verdadeira revolução de classes, a mesma que Marx tentou mas não conseguiu realizar e muitos hoje não querem que aconteça.
E, finalizando este artigo, não poderia deixar de desejar (ainda que atrasado) a esta jovem, muitos anos de vida. Parabéns a todos nós :-)




















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