
Que o mundo passa por transformações, não é nenhuma novidade. Também já é sabido que, frente a estas mudanças, o comportamento da raça humana mudou e, claro, a internet tem peso fundamental nisso. Nunca fomos tão cercados por todos os lados com publicidade e, ao mesmo tempo, nunca reagimos com tanta negatividade a ela. Nunca exigimos tanto que marcas criassem interação e abrissem canais de diálogo conosco. Esse leque de palpitações humanas é possível porque estamos inseridos no olho de um furacão que cresce a cada dia, criado por nossos anseios e pelo altíssimo grau de tecnologia desenvolvida no planeta: A Convergência Digital.
Podemos falar em convergência digital desde que nosso aparelho celular começou a ganhar algumas funcionalidades até o início da TV Digital. Uma única plataforma capaz de reunir todas as informações e anseios para o ser humano não é mais o futuro, é presente quase passado. Não tem mais volta, mas ainda existem profissionais querendo voltar ou se recusando a crer que, mesmo sem dirigir, estão de carona nesse "Expresso do Oriente".
Não importa somente o que se divulga sobre um produto ou serviço, mas também o que os demais consumidores dizem a respeito dele. Portanto, isso impulsiona ainda mais a necessidade de inovação, tanto nos produtos como nos serviços que utilizam as tecnologias convergentes. Apontar o norte, argumentar e principalmente persuadir o cliente a utilizar novas mídias como uma das portas principais de investimento é, sim, tarefa do profissional de comunicação, não há como retroceder. Ou se mostra à parte interessada a vital necessidade de explorar estes "novos" canais de informação, romper barreiras culturais e burocráticas ou teremos um enxerto de agências lamentando a intolerância de seus clientes. Precisa partir de nós a iniciativa de "povoar essa terra", de sorte que a descendência gerada tenha o mesmo DNA, o tipo revolucionário.
Mas como fazer isto sem arriscar? Como mostrar a seu maior cliente, que onera fielmente sua agência, que o modelo de comunicação adotado está ultrapassado? Se você não está preso a um modelo de negócios engessado, mas rentável, acomodado em décadas e décadas de uso efetivo, isso não será problema, tenha esta certeza.
Mas será uma grande dor de cabeça se for o contrário. Da mesma forma que o consumidor é alvo de tantos focos de comunicação, ele nunca esteve tão na mira de uma única arma, com tantos atrativos, tantas munições e, nas últimas décadas, tantos "jovens atiradores" de elite, que treinam desde a infância acertar esse precioso alvo.
A concorrência é leal, amigos, prepara terreno para quem está de mãos dadas à convergência.
No mais, farpas para todos os lados.






















Qual a sua opinião?