Olá pessoal! Neste artigo iremos entender um pouco sobre o Disco de Cores de Isaac Newton e sua descoberta, além de compreender melhor nosso comportamento visual perante a luz e a exibição das cores.
Isaac Newton
Isaac Newton, era reverenciado na Inglaterra do século XVIII como o maior dos cientistas. Representava o gênio das leis do movimento da matéria e como se movem os astros ou as pedras. Uma lenda viva, recoberto de honras e glória, traduzido e reverenciado em toda a Europa. Ainda hoje, seus Princípios constituem um monumento da história do pensamento, só comparável às obras de Galileu e Einstein. Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, no Lincolnshire, Inglaterra, no Natal do ano em que morria Galileu: 1642. |
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Newton sempre teve o apoio do mundo científico de sua época, usufruindo de todas as honrarias que podem ser concedidas a um homem de ciência:
- em 1668, foi nomeado representante da Universidade de Cambridge, no Parlamento;
- em 1696, assumiu o cargo de inspetor da Casa Real da Moeda, tornando-se seu diretor em 1699; nesse mesmo ano foi eleito membro da Academia Francesa de Ciências;
- em 1701, deixou sua cátedra em Cambridge;
- em 1703, até sua morte, foi presidente da Royal Society.
No início de 1727, Newton, cuja saúde declinava há anos, ficou gravemente enfermo. Morreu no dia 20 de março desse ano, tendo sido sepultado na Abadia de Westminster com o seguinte epitáfio: "É uma honra para o gênero humano que um tal homem tenha existido." |
A descoberta
Em 1666, enquanto a peste assolava o país, Newton comprou, na feira de Woolsthorpe, um prisma de vidro. Um mero peso de papel, que iria ter grande importância na história da Física.
Observando, em seu quarto, como um raio de sol vindo da janela se decompunha ao atravessar o prisma, Newton teve sua atenção atraída pelas cores do espectro.
Colocando um papel no caminho da luz que emergia do prisma apareciam às sete cores do espectro, em raias sucessivas: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta.
À partir de um prisma de vidro, constatou que a luz solar, ao atravessá-lo, abre-se em um feixe colorido: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, anil e violeta.

A sucessão de faixas coloridas recebeu do próprio Newton o nome de espectro, em alusão ao fato de que as cores que se produzem estão presentes, mas escondidas, na luz branca.
O disco de cores
Newton foi além, repetindo a experiência com todas as raias correspondentes às sete cores. Mas a decomposição não se repetia: as cores permaneciam simples. Inversamente, ele concluiu que a luz branca é, na realidade, composta de todas as cores do espectro. E provou isso reunindo as raias coloridas de duas maneiras diferentes: primeiro, mediante uma lente, obtendo, em seu foco, a luz branca; e, depois, através de um dispositivo mais simples, que passou a ser conhecido como disco de Newton. Trata-se de um disco dividido em sete setores, cada um dos quais pintado com uma das cores do espectro. Fazendo-o girar rapidamente, as cores se superpõem sobre a retina do olho do observador, e este recebe a sensação do branco. |
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Nossa visão perante as cores
A soma de todas as cores gera o branco que por sí é compatível com todas as outras cores e considerado assim neutro perante todos os aspectos descritivos de cada uma delas.
É importante saber da existência da soma de cor, sendo o processo aditivo: a aplicação da soma de todas as cores para gerar o branco e o processo subtrativo seguindo o processo inverso até se chegar ao preto.
As cores que enxergamos se alteram conforme a iluminação sendo que um vermelho, por exemplo, poderá ter diversas variações tonais devido a densidade de iluminação ou ausência da mesma.
A cor de um objeto é dada sempre pela cor que ele reflete, por exemplo: quando a luz branca se projeta sobre ele, todas as cores são absorvidas, exceto a dele. Por exemplo, quando a luz branca incide sobre um objeto azul, todas as cores são absorvidas, exceto a cor azul que é refletida. Um objeto é visto branco quando reflete todas as cores (arco íris).
Nossos olhos possuem receptores na retina que são sensíveis às cores:
Uma teoria clássica da visão de cores, devida a Thomas Young e Hermann Helmoltz, supõe a existência de três tipos de receptores (os "cones"): um mais sensível ao vermelho, outro ao verde e outro ao azul. Estimulando os três ao mesmo tempo, com a mesma intensidade, produz a sensação visual que chamamos de branco. Essa teoria não é totalmente aceita, pois há pessoas que não conseguem ver o verde e o vermelho (são daltônicas) mas conseguem ver o amarelo. Outra teoria supõe a existência de quatro tipos de receptores, divididos em pares: amarelo-azul e verde-vermelho. |
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Quando entendemos de onde vêm nossas ferramentas de trabalho, nos sentimos mais confiantes para exercer a função de criador. Isso permite discutir positivamente com o cliente sobre qual cor utilizar em seu trabalho gráfico... assim temos mais argumento para prestar um melhor serviço.
Grande abraço!
Grande Wellington, excelente artigo. Parabéns mais uma vez.
Responder comentárioparabens
otimo artigo..
e viva os matematicos e fisicos do mundo!!!
Gostei bastante da matéria, mas este comentário não é em relação à qualidade. Pretendo apenas adicionar um conceito para análise e possível estudo.
Desenvolveu-se um estudo sobre a percepção das cores pelo olho humano, e concluiu-se que as cores são reconhecidas pela retina devido ao fato de serem frequências eletro-magnéticas. Cada 'espectro' seria representado por uma faixa de frequência.
Comentários pessoais:
Levando em conta as propriedades das ondas de interferirem umas nas outras, o que não descarta a questão do branco ser a junção de todas as outras cores (seria a interferência de todas as cores mostrando-nos o branco), podemos concluir que essa teoria explicaria o fato dos dautônicos que não reconhecem o verde e o vermelho, e poderem reconhecer o amarelo.
Pensemos assim:
- A cor verde compreende uma faixa de 50-60hz
- A cor vermelha compreende uma faixa de 60-70hz
- A cor amarela compreende uma faixa de 70-80hz
Então, supondo que os dautônicos não reconhecem verde e vermelho, mas o amarelo sim, então a retina deles não reconheceria a faixa compreendida entre 50-70hz. Obs.: Os números foram aleatórios, não tendo base em qualquer informação verídica. São apenas para análize.
Supondo que as cores realmente são frequências: Então como se explica o fato de sobreposição de cores? A resposta está nas propriedades de interferência das cores. A frequência da cor verde interferiria na frequência da cor vermelha, gerando por fim o amarelo.
Para não descartar outras hipóteses: O efeito de sobreposição das cores pode ser apenas gerado pela retina humana, e não pelas cores ou frequências em sí, pois sabemos que a persepção da retina não é 100% eficaz, já que a informação demora alguns nano/milisegundos para chegar ao cérebro, e levando em consideração que o cérebro também não é 100% eficaz, pode haver uma mistura na informação das duas cores expostas pelo cérebro, dando-nos a entender uma cor diferente.
É um caso bem interessante a se estudar. Pode ser a explicação de muitas dúvidas pendentes.
Bom, continuem comentando.
Abraços!
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Wellington Carrion é Autodidata, leciona cursos de desenvolvimento web e aulas de desenho artístico. Também é sócio fundador da agência Team Design, onde gerencia e coordena seus projetos. Mais sobre o autor pode ser encontrado em seu site pessoal (www.wellington.art.br)
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