Nomear corretamente os links pode definir a navegação de um site inteiro. Imagine que você coloque no seu menu principal um link chamado "STA". Se o "STA" for um produto revolucionário que patrocinou uma cota razoável da última versão do Big Brother Brasil, tudo bem. Ele será facilmente reconhecido. Mas e se o "STA" for um produto que sua empresa de médio porte esteja tentando vender para a área médica?
A nomenclatura dos links é tão importante que a partir do ErgoDesign, realizado em 2005 na PUC-Rio, o "organograma do site" passou a ser chamado de "árvore semântica". Sim, porque há todo um conjunto de significados embutidos no nome que cada link recebe, ele tem vida própria e pode representar outra série de símbolos.
O link tem que indicar explicitamente o que acontecerá quando for clicado. Se estiver no menu principal, o cuidado deve ser dobrado. Embora não haja um padrão de varredura de site, o que significa que nunca saberemos exatamente onde o usuário começará a navegação, o que foi convencionado na web globalmente é que links são azuis. Sendo assim, ganhe espaço - sempre na regra do menos é mais - em seus parágrafos e evite os famigerados "clique aqui", "saiba mais". Pode colocar o link diretamente no texto que o usuário vai saber onde clicar.
Algumas práticas na web acabaram constituindo regras. Alguns nomes de links foram padronizados e se você visita uma página e não os encontra, fica perdido. Fale Conosco, para entrar em contato com o site; Mapa do Site, preciso dizer pra quê?; A Empresa, como informações institucionais, são exemplos.
Não adianta inventar. É melhor oferecer nomes intuitivos, que ao bater de olhos do usuário possam ser identificados e que possam conduzi-lo diretamente ao que procura. Sem adivinhações, suposições e cliques desperdiçados.
O imperativo reina soberano
Na hora de sugerir um clique ao usuário mande nele, por exemplo "Preencha o cadastro", "Compare os preços". Coloque os verbos no imperativo. Isso dá mais ênfase à ação.Analise com os olhos de um exilado
Entre no site despretensiosamente ou peça para um leigo navegar. Peça para ele encontrar uma informação e veja quanto tempo ele vai demorar. Se passar mais de 30 segundos procurando o caminho, pode trocar o nome do link.Evite o caos
Prefira reunir todas as informações que o link vai representar em uma ou duas palavras. Evite períodos compostos, palavras que deixem dúvidas e expressões com crase (veja uma tabela completa sobre o uso da crase em http://www.anaerthal.com.br).Up the Webwriters!
Excelente artigo Ana, parabéns. Um abraço.
Responder comentárioConceitos simples, mas que fazem uma enorme diferença, principalmente quando explicaods de forma tão clara, parabéns.
Responder comentárioMuita gente não realiza estas observações criteriosamente. Nos Deixando Perdido. Ex. www.sefaz.ce.gov.br - tive que pegar o axílio de quem ja conecia o sistema - procurava PAIDF de nota fiscal - não havia o login na pagina principal e acesso era em Serviço de Senha. onde imaginava algo para cadastrar ou obter a senha.
Responder comentárioOs erros na digitação acima.
Responder comentárioEntendo que a realização da análise da tarefa para este caso seja também muito útil.
Gostei muito da matéria, principalmente das dicas. Foram de grande valia!
Parabéns pelo artigo, ficou muito legal.
E isso se complementa com as URLs AMIGAVEIS.
Abraços!!!
www.etudoounada.com.br
ai gostei da matéria... as vezes pensamos que são besteiras, más isto viabiliza um grande sucesso...
Responder comentárioBonitinho, mas seria melhor postar no iLeigos. Simplório demais para falar de links. O que foi postado é interessante, mas se o webmaster não sabe isso mesmo que seja de forma intuitiva, pode procurar outra profissão. Navegabilidade, qualquer um sente falta quando se perde em um site. Mas os links têm caracteristicas que vão muito além disso, pois são chaves para os mecanismos de busca, execução de scripts e fluidez de navegação. Link tem alma? Se for verdade, a alma do link para essa matéria está no purgatório. Espero uma continuação mais elaborada.
Responder comentárioEu concordo com o Jonathan, se o webmaster nao sabe isso, para que continuar nessa profissao? É obvio que em um site, iremos por links de facil acesso e nao um link falando sobre alguma linha do progama que usamos para elabora-lo. Sem querer desmerecer a sua competencia mas, mais esperava mais por esta matéria.
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Ana Amélia Erthal é Jornalista, mestranda em Comunicação Social pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), na linha de Novas Tecnologias. Trabalhou para a Folha de São Paulo e para o Meio & Mensagem e há 10 anos migrou para a internet como webwriter e webdesigner. Atualmente gerencia projetos web pela Selulloid AG, é coordenadora de conteúdo do portal Oi e treina equipes para a formação de webwriters.
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