Não importa qual seja a sua profissão e em qual categoria de usuário de internet você esteja enquadrado. Em algum momento, você passou por uma situação dessas:
Situação um:
Você visita um site pela primeira vez, navega dois ou dez minutos. Ao deixá-lo, aparece uma nova janela perguntando se você gostaria de deixar o seu e-mail para receber informações.Situação dois:
Você entrou num portal ou em uma loja virtual e está navegando entre as notícas ou itens do seu interesse até que chega a uma matéria que fala da cura do câncer ou uma promoção imperdível de iPod por R$ 50,00. Quer ver? Clique e caia num cadastro para conteúdo exclusivo para 'cadastrados'. Além dos campos há radio bottons para você escolher os assuntos que mais lhe interessam e sobre os quais você gostaria de receber mais informações, inclusive se você quer receber informações dos parceiros de negócio do site também.Situação três:
Você liga para o plano de saúde para consultar a rede de médicos credenciados. No final da ligação a atendente lhe diz que os seus dados estão desatualizados e que em um minuto vocês podem resolver isso: basta passar o seu e-mail e dizer se quer receber mais informações.Pronto, você foi fisgado. Você pertence à elite dos recebedores oficiais de newsletters. Elas são sempre gentis - seu nome sempre aparece no assunto -, e sempre contêm algo genial. Seu formato é html ("para ter uma carinha amigável" - odeio isso) e o conteúdo segue uma estratégia meticulosamente pensada para fazer o usuário abrir, ler e clicar.
Para quem gosta de números, as estatísticas são interessantes. Quem obtém uma boa taxa de abertura alcança 3% da base de cadastrados. Ou seja,se você dispara 100 mil newsletters, apenas 3 mil serão abertas - e isso é um bom número.
As taxas de resposta é que são problema. Ok para layout, ok para assunto, ok para permission marketing, mas por quê as news não são lidas e os usuários não clicam nos seus links?
É tudo culpa do excesso. Os internautas recebem e-mails em excesso, têm contas de e-mails em excesso, administram perfis em MySpace, Orkut, Second Life, estão ao vivo e a cores no msn e no Skype, têm um arquivo protegido com senha no seu computador com todas as senhas de cadastro em lojas, bancos, portais, governo, documentos digitais - porque há bancos de cadastro em excesso.
Em 1899, o Comissário Geral de Patentes dos Estados Unidos disse que "Tudo o que poderia ser inventado já foi inventado". É curioso pensar que há tanto conteúdo na internet que quase não sobra espaço para o quê escrever. Há todo tipo de informação, previsível e imprevisível, acessível a um clique, retornando 280 mil resultados nas buscas.
Devemos treinar nossas mãos, como dizia Borges, para oferecer mais criatividade aos que concordaram em receber informações sobre uma empresa. Eu sei de casos em que a produção das matérias da newsletter era um mix dos parágrafos retornados no Google! É preciso parar de pensar newsletters como posicionamento de marca: elas são também propaganda, mas em essência são mensagens.
Não basta pensar no usuário, seu perfil, sobre o que gosta de ler. Há de se fazer com que a newsletter seja uma experiência de aprendizagem e troca de informações, o usuário deve participar do processo como agente e eu acredito que o máximo em personalização é o que vai virar esse jogo. Se não há nada relevante para oferecer então porque simplesmente não se oferece nada? Se os bancos de dados são tão inteligentes e geram relatórios de trakking completo, porque não tratamos o usuário como único? Você já imaginou como o usuário se sentiria experimentando a sensação de ser tão importante assim?
O salão de beleza - que é bem pequeno até - onde faço manicure manda newsletters. "Novo horário de funcionamento", "Agora serviços de estética" etc. O último foi exuberante: "Oi, Ana, tudo bem? Na semana passada você usou o esmalte Vinho nas mãos e na próxima vez você pode experimentar o Jabuticaba. Vai combinar com sua pele branquinha e seu cabelo preto. Com carinho". Me ganhou: nem minha mãe faz essas coisas por mim.
Uma_dica_da_vez
Você se sente acossado por tanta informação? Acesse www.anaerthal.com.br e discuta esse assunto comigo.














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