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A Bolha do Second Life

Faz tempo que estou acompanhando o Second Life. Sempre me interessei em ler todas as notícias nas principais revistas sobre este ambiente e procurei estar atento ao que acontecia. No dia 20/06/2007 eu entrei pela primeira vez para ver como funcionava. Não saí da ilha de aprendizado, fiquei só ali, andei, pulei, voei, e ponto.

O motivo maior para eu ter entrado pela primeira vez, foi a possibilidade de executar um projeto dentro do Second Life. Achei que iria entrar novamente, mas naturalmente não ocorreu. Eu nunca fui ligado à jogos e talvez seja isso que não tenha me motivado a interagir novamente naquele ambiente.

Comecei a refletir sobre esse assunto e cheguei a conclusão que o Second Life não é o ambiente ideal para empresas em geral.

Como uma empresa pode aumentar seus lucros utilizando o Second Life? Esta é uma questão importante. Por mais que existam milhões de usuários se relacionando, a exploração das atitudes destes no ambiente virtual não traz informações relevantes que possam aumentar as vendas no mundo real, por exemplo.

Enquanto no Orkut as pessoas estão colocando a sua vida real, no Second Life elas estão brincando de viver.

Qual dos dois ambientes geram informações mais relevantes para uma pesquisa de marketing? O Orkut é uma real fonte de informação relevante para as empresas, seja para o pessoal de marketing ou para o pessoal de RH. O Second Life, não.

O que funcionou bem no Second Life foram as ações de divulgação de marcas e produtos. Acho que deram certo pelo simples fato de terem sido as primeiras. Agora o Second Life não é novidade!

Não sai mais nas revistas que tal empresa montou seu escritório no Second Life... Eu diria que deveriam até fechar seus escritórios agora, pois assim vão conseguir divulgar ainda mais suas marcas!

Esperem para os próximos dias notícias como "Empresa X resolve fechar escritório no Second Life".

O movimento é esse, novidade, euforia, revistas, matérias, análise do retorno, fechamento... Foi assim com a internet na bolha de 2001.

O que me levou a ter essa opinião foram as seguintes questões:

Qual o potencial do Second Life?

Quais negócios podem acontecer de fato dentro do Second Life?

Será que algum dias as pessoas vão comprar mais lá do que nos websites?

Eu tenho dúvidas. Acho que cada vez mais o Second Life vai perder força e não vejo este ambiente como tendência para os negócios na internet.

Abraços a todos e até a próxima.


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5 Comentários

Wagner Hertzog
Wagner Hertzog

Rafael, ótimo artigo! Eu no entanto fico me perguntando, talvez bastante gente também: a bolha do Second Life vai estourar, assim como a bolha das .com em 2000, porém será que não estão sendo plantadas agora sementes de novas tendências, projetos, ferramentas, etc, para mais adiante? Foi assim no fim da década passada, muita coisa que já tinha sido "idealizada" naquela época aparece hoje como novidade sob o rótulo "web 2.0", e só não foi posta em prática naquela época porque não havia tecnologia nem mercado suficiente. Será que o Second Life hoje não está nos dando uma pista de como as coisas serão daqui a alguns anos (sobrevivendo esse jogo ou através do que venha a ser a evolução dele)?

Rafael Lima
Rafael Lima

Wagner, bem pertinente este seu comentário! Quando eu estava escrevendo este artigo, pensei sobre esta possibilidade. No entanto, se existe a possibilidade de um ambiente como SL vingar para o mercado corporativo, na minha opinião, isso deve ocorrer dentro de no mínimo 10 anos que será o tempo em que os jovens de hoje, que já têm esta cultura, estarão nos cargos de alta gerência e diretoria das empresas.

Abraços

Ricardo Lage
Ricardo Lage

Rafael, acho muito arriscado fazer previsões como as que você fez no artigo e nos comentários.

A história está cheia de previsões furadas feitas por especialistas em suas áreas...

Mais do que prever, considero fundamental tentar compreender os diversos aspectos (principalmente sociais) que levaram e ainda levam o Second Life à sua condição atual.

Também só entrei uma vez mas pouco acompanho sobre o assunto. Sei que apesar de ainda não ser algo lucrativo para empresas, muitas pessoas ganham dinheiro lá e praticamente conseguem vivem disto.

Talvez as grandes empresas atuais e suas estruturas rígidas e engessadas não consigam formular um modelo de negócio lucrativo lá por pensaram de maneira tradicional, tentando aplicar no virtual o que talvez só funcione no real. O que impede, no entanto, que novos empreendimentos surjam?

Não é preciso ter dados reais (como no Orkut) para que um negócio se torne lucrativo. Embora isto seja relevante no caso de pesquisas de marketing como você bem colocou, este não é necessariamente o caso de modelos de negócio.

Investigando estes aspectos que citei, além de outros, talvez seja possível compreender melhor quais processos estão acontecendo neste mundo virtual e colocar um novo olhar, menos desarmado e objetivo, sobre o que está por vir.

Rafael Lima
Rafael Lima

Bem Ricardo,

O intuito deste artigo foi colocar minha visão sobre o ambiente do SL. Sei que existem alguns modelos de negócios, mas eles são viáveis? Uma coisa é um designer começar a construir e vender casas no SL e ganhar $1 milhão, outra coisa é uma empresa aumentar seus lucros e manter esse índice durante o exercício.

Vamos ver como essa história se desenrola!

Abraços

thadeu kennedy
thadeu kennedy

Quem sabe essa suposta ineficiência, segundo Rafael, do SL para gerar consistência operacional e alicerçar projetos duradouros, não recaia justamente na falta de entendimento e familiaridade com o SL. Lembro que a gigante Microsoft menosprezou a internet durante algum tempo por achar que não era uma coisa lucrativa, depois que acordou, fez bem o que sempre os gigantes sabem fazer, esmagar os pequenos sem piedade, (IE x Natscape), lembram?
Não estou aqui pra defender nem atacar, tanto porque independente do SL continuo comendo meu arroz com feijão!
Abraço a tds.

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